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ANTROPOLOGIA – CIÊNCIA E ARTE EXISTENCIAL

ANTROPOLOGIA – CIÊNCIA E ARTE EXISTENCIAL
2010 – 142 pag.

a antropologia não pode ser neutra: o antropólogo está inscrito em ma cultura, marcado por impressões batismais. Um diálogo com o antropólogo Sul Africano Adam Kuper oferecendo uma crítica: Kuper desconstrói as teorias antropológicas a simples jogos de interesses, sem ver, ou desconsiderando, o valor civilizatório e político dos mitos.

Para Barbier, a antropologia não pode ser neutra, uma vez que o antropólogo está inscrito em uma cultura, marcado por impressões batismais. Para ser digno, o estudo antropológico deve reportar ao que é universal, coligado ao que é inerente e específico do Homo sapiente, sapiente: existir rompendo idealismos e racionalismos em busca da virtude individual e coletiva. Régis Alain Barbier estabelece um diálogo com o antropólogo Sul Africano Adam Kuper oferecendo uma crítica, e uma nova construção ao livro “A reinvenção da sociedade primitiva, transformações de um mito”, onde Kuper desconstrói as teorias antropológicas, reduzindo buscas a simples jogos de interesses, sem enxergar, ou desconsiderando, o valor civilizatório e político dos mitos. A ‘academia’, assentada numa neutralidade exorbitando em amoralidade, logo conservadora, parece incapaz de reconhecer e criticar as suas próprias formas: tanto quanto existe uma filosofia melhor, uma civilização mais virtuosa e benigna demonstra seus traços esbouçados em diversas sociedade e culturas.

Essência e Perspectiva Metafísica em Psicoterapia

Psicodinâmica e abordagem cosmo-existencial, uma nova matriz
2011 – 436 pag.

Um novo modelo de terapia, uma nova psicodinâmica. O autor desafia com rigor o paradigma mor da filosofia ocidental: a ‘estraneidade do ‘EU’’. A experiência da unicidade, integração do estado-de-ser, a unidade ser-cosmos, auxilia o indivíduo a resgatar uma visão elevada e heroica de si mesmo.

Um novo modelo de terapia, uma nova psicodinâmica que difere essencialmente das convencionais. A partir de uma nova perspectiva metafísica, um novo mito que afirma a unicidade plena do estado-de-ser, o autor desafia com rigor o paradigma mor da filosofia ocidental: a ‘estraneidade do ‘EU’’. A terapia reinstala a antiga prática filosófica do círculo dialógico. A experiência da unicidade, integração do estado-de-ser, a unidade ser-cosmos, auxilia o indivíduo a resgatar uma visão elevada e heroica de si mesmo, estabelecendo o auto-respeito, a responsabilidade, a aptidão de desenhar compromissos, compreender a necessidade evolutiva da superação e do desapego. Através de diálogos profundos e exercícios práticos, o paciente, chamado de Gilmar, em crise, perdido em memórias negativas, traições, complexidades, começa a desfazer a trama, se libertar de condicionamentos advindos de antigos padrões, desenvolver uma razão qualificada, congruente, passa a admirar o belo e recriar narrativas que iluminam o fundo da caverna onde os distúrbios e neuroses apareciam agigantados como coisas reais e difíceis, nada sendo além de representações.

Entrevista

Realizada em 14 de março de 2012 na Universitária FM com o médico e filósofo francês Régis Alain Barbier sobre o lançamento do livro “Essência e Perspectiva Metafísica em Psicoterapia”.

Entrevista Régis Alain Barbier by unicidade

 

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