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Ethos compreendido, ética verdadeira ~ Ethos understood, true ethics

Da terceira condição

filha da natureza

With english translation below the text in Portuguese

Régis Alain Barbier

Antes de ser cultural, a ética é natural e individual, por isso existe uma ética justa e verdadeira; não existiria em apenas uma única condição: se o ser humano fosse radicalmente acidental, aparecesse aleatoriamente, extemporâneo, sem causas imediatas ou gerais, destituído de enraizamentos empíricos, desprovido de Logos, fosse lançado ao acaso para habitar mundos erráticos e diversamente contingentes. Não é o que acontece; a mesma interrogação serve para descobrir o que ainda não se sabe e o que foi esquecido, dançamos em união vital e existencial com o cosmos em que, conjuntamente, com todas as demais criaturas, evolvemos e surgimos.

O acaso é o que foge das garras prepotentes da razão; o ‘acidental’ dos positivistas é hipótese referente a cogitos teleológicos, à ontologia da consciência e algumas circunstâncias iniciais que não se metrificam: não se duvida das infinitas e ordenadas correlações que se expressam nas ramificações da árvore evolutiva. Desde a formação das nebulosas, sóis e planetas, até os reinos onde habitam as criaturas, elementos e forças em perfeitos ajustes desdobram as regiões do universo e as entidades que o habitam em entrelaces e processos complexos e ininterruptos onde nada é estranho ou deixado de fora; uma correlação unitária e sem fim confere congruência existencial máxima ao estado-de-ser, por isso o poeta exclama:

Sou uma filha da natureza:
quero pegar, sentir, tocar, ser.
E tudo isso já faz parte de um todo,
de um mistério.

Sou uma só… Sou um ser (…) – Clarice Lispector.

Onde estão as separações e estranhezas radicais? Nas curvas da evolução, não existem olhos que não se explicitam em visões; nos horizontes existenciais em que vivemos, não há visão sem observação ou admiração, admiração sem sentimentos e sentimentos sem expressões, não tão só dos olhos: nada existe sem corpos e sem sistemas nervosos cujos terminais reagem aos elementos e estímulos desde os primórdios, estabelecendo trocas e mesclas; um continuum indefinido jamais cede às interrogações sempre criativas e férteis de novas fronteiras e mistérios.

Existindo nessas circunstâncias cósmicas, que na nossa escala são evolutivas, com essa inteligência florida, sensível e racional típica dos humanos, plenamente humanos, é possível apreciar e operar a existência em profundidade, num crescendo que transforme a causalidade, onde melhor se explicitam as condutas nas congruências do Ethos, em liberdade cuja lucidez e complexas integrações brotam em realizações, artes, civilidades e culturas tendentes a se deixar impregnar de saberes e matizes filosóficos. Nesse elã vital, sem jamais divorciar, as exatidões e sensatezes das correlações ecológicas cedem largas fronteiras de atuações às luzes da razão cujos ditames impulsionam numa variedade de direcionamentos culturais e históricos.

Nesse processo, frente ao estado-e-ato-de-ser referido na consciência viva instituída em matéria-energia, evolvendo das reações bioquímicas, respostas reflexas, instintos e sentimentos típicos dos animais até os anseios pensativos e sábios dos humanos, dois sentidos são possíveis: satisfação ou insatisfação. É a aceitação harmônica do estado-de-ser anuente frente ao dado-a-ser, contemplado à luz dos ditames da inteligência natural mais sagaz (anuência e sabedoria emparelhadas como dois corcéis puxando uma carruagem), que pode garantir o melhor modo de existir nos contextos, a ética mais lúcida e verdadeira.

Portanto, a qualidade dos usos e costumes, sedimentados em função das condições naturais forjadas nas pautas do Logos universal que rege o contexto, o corpo, as visões e as ideias, instituídos em rotinas históricas consagradas e moduladas com inteligência, sabedoria e flexibilidade variáveis, dependem, igualmente, de uma terceira condição fundamental: uma escolha sensível e estética, que se apresenta ambivalente, dual, como luz e sombra, anuir ou discordar, comme il te plaira de choisir.

Talhado na obra evolutiva como um diamante burilado do cascalho, existindo nesse processo que transmuta em escalas insondáveis na ordem do Logos universal e à luz da razão e sabedoria natural, sempre o mesmo e sempre outro como convém a um grande ser: o atávico medo de morrer, gerador de fantasmas e fantasias, se remedia pelo medo de viver sempre; a arcaica angústia de existir nas coordenadas exatas e limitadas dos corpos que individualizam e isolam, se equilibra pela angústia de se sentir informe, roteando no vazio, volitando sem espaço-tempo onde pousar. Sentir-se agradecido e satisfeito, bem humorado, anuindo com o dado-a-ser, permite regular o sentimento como e quando convém, extasiado, sereno ou ataráxico, achando-se o sossego e a inteligência necessários ao bom uso das virtudes cardeais; encontrando-se tempo, ou passatempo, para contemplar o horizonte, desfrutar o cenário, tentando parar a chuva ou fazer nascer as flores; até mesmo, confiante, esperar mais amor a cada dia.

Anuir com respeito e harmonia com o estado-de-ser aponta uma maneira melhor de existir e viver no momento e nas circunstâncias dadas, porque se reconhecem com mais clareza as formas naturais que se estendem do mais focado e peculiar ao mais geral e abstrato. Nessas abrangências lúcidas, o que é da esfera das visões amplas demanda um Ethos, uma conduta e honra correspondentes, facilmente intuída pelos mais sábios, e, quando enunciada, compreendida por todos; somos um estado-de-ser integrado em que tudo, a composição da água e do ar, a flora e fauna, radicalmente interoriginam e interdependem; logo: vive-se melhor como se deve, de acordo e anuindo com o que se é. Quanto às coisas menores (o que fazer quando não chove ou chove demais?), reúne-se o grupo a conversar, burilando as escolhas mais sensatas, imitando a natureza que burila a si mesma, igualmente dialogando nas extensões do grande elã.

No outro encaminhamento e escolha, a insatisfação assombra o bom humor e a lucidez, revelando-se o dado-a-ser como castigo, motivando almejar um além que possa salvar de existir dessa forma, metade cogitans metade extans em agregado inelutável. A sina do insatisfeito, que nega o estado-de-ser e desdenha a natureza projetando nela as suas próprias limitações, dependerá das interpretações e suposições dos mentores dominantes e tradicionais. Destituídos de tino filosófico que inexiste sem razão sensata como inexistem flores sem luzes, os que não anuem com o dado-a-ser natural sem razão maior de que um desgosto assombrado, forçosamente, imaginarão histórias em que morrer seja louvado como via régia, direcionando para um sobrenatural e grandioso além. A abnegação, resignação, sacrifício, esperança e a fé servirão para suportar o viver; nessa recusa, na tentativa de equacionar sentidos e ordenamentos que incluem as escalas existenciais mais extremas, consultar-se-ia os eleitos e enviados representantes do divino, reclusos, que, certamente, na ausência de balizas evidentes e naturais, emitirão uma variedade de opiniões e pareceres dogmáticos, de acordo com os seus desejos, vislumbres, infundadas esperanças, ou baseados nas tradições, nas lendas, na sorte ou veracidades dos áugures.

No primeiro caso, a ética será amável e cuidadosa, porque aquiescente com o dado-a-ser que naturalmente renasce na união amorosa e abraços dos que se complementam e amam; igualmente, prudente, empírica, experiencial, naturalista e universal, descrita e vivida por filósofos pioneiros e vanguardistas, explicitada, ajustada e compreendida nas medidas do bom senso, dos compartilhamentos e ponderações dos discursos. Embalada nas hipóteses dos teólogos e hermeneutas, a ética será normativa e sem razão, dogmática, ditada de acordo com as exclusivas revelações de profetas atinentes a cada canto e lugar, perpetuada em gestos, usos e costumes na repetição insensata dos mesmos rituais, credos e cultos. No primeiro caso, na vigência de uma anuência plena com o estado-de-ser, a religiosidade será operante como uma festa, resultando de um estado atento e gozoso de ser, sutil e belo, de acordo com as boas disposições e as graciosidades iniciais; no segundo, o religar implicará uma súplica, um pedido, um lamento, quiçá, exemplarmente, sacrifícios, abstinências e anacoretismos.

Aos satisfeitos, o divino aparece vivo como uma esfera sublime e gozosa que alimenta e prolonga os sentimentos e visões; a natureza, admirada à luz da inteligência mais sensível, aparece como um fenômeno divinal, uma deusa, os humores e esteticismos mais intensos encontram vias expressivas em diversas artes e inspirações sublimes como as musas. Aos que anuem com o dado-a-ser, o Ethos valente onde nasce a ética vital, a pátria se revela plena de sentido e de glória, trazendo nas suas formas citadinas e campestres as marcas do bom mito e do Logos mais justo, lugar onde com firmeza e saber equaciona a ética mais naturalmente humana; advém a verdadeira pátria em que a vida habita e flora à luz de uma teopolítica amiga e agradecida, louvada em cada fenômeno, das raízes que chamejam no centro da terra, até os símbolos e visões mais sutis e solares, arqueando um edifício de saberes e glórias, uma casa panteísta com certeza.

Num mundo dominado por insatisfeitos querendo se salvar da existência, ascender em esferas despojadas de mundo, vive-se como hoje se vive, espantados em ilusões virtuais, titubeando nas sombras do império da Roma agonizante. Escutem as notícias, leiam os jornais uma hora ou duas; se forem intuitivos, bastarão subir em uma colina adjacente à cidade, revelar-se-ão as arquiteturas babilônicas típicas das sociedades assentadas em nuvens e areias movediças.

Esquecido de que são pessoas de carne e osso e não espíritos etéreos, os que já não sabem sentir tanto quanto pensar por desuso das coisas do sensório e castidade excessiva, imaginam que o significado original existe traduzido em palavras, que se referem a palavras, que assentam em velhos livros escritos por enviados evocando visões oriundas de outros orbes! Outros, sem espessura e acuidade suficiente na visão, só observam a metade do real, confundem os abstracionismo da razão lógica com a realidade, deixando de ver as demais abstrações, líricas e formais, que dançam com as coisas da estética, desprezando, igualmente, a geometria unitária desenhada por Espinosa, como se suas zelosas regras de cálculos e silogismos estreitos servissem apenas para metrificar coisas. Esses, que ao lado dos soberbos, pretendem ditar as regras do bom viver, não encontram as raízes do dado-a-ser que assentam nos fundamentos mais estéticos e intensos dos fenômenos: permanecem nas camadas superficiais da existência, sem encontrar os grandes significados; ou ainda, temerosos de se desviarem das órbitas citadinas de onde tiram o seu sustento, negam a realidade evidente do Logos para clamar que é na história dos homens, etiquetas e hábitos que não se atualizam à luz do bom senso, mas sim da prepotência que se assenta a fonte mais exata de uma ética sem Ethos, destituída das suas origens e natureza.

Se você imagina existir um plano ideal, separado do seu alcance intuitivo e visionário, impossível de ser penetrado sendo o que você é, ou que esse planos visionários nada significam de tão fundamental, você estará desprivado da sua visão e força poética, prejudicado, sem poder interagir para, conjuntamente, renovar e criar as configurações essenciais da verdadeira pátria universal; viverá suportando as estruturas normativas desenhadas pelos que profetizam nesses modos airados, realizando os infernos que evocam do acordo com o processo de veracidade sagital onde, na esfera cultural e nas interfaces da natureza desrespeitada, é dado a se viver o que de si mesmo e do mundo se cogita e cultiva!

Assim caminha a humanidade, seja movida no comando dos filósofos de raízes, filhos da natureza, os que sentem, tocam e são, ou no comando dos teólogos da tradição e seus fiéis arautos; mas, um dia, que pode não ser distante, de tanto despertar em pesadelos aterrorizantes e insanos, o tempo de um novo panteão há de brilhar despertando Apolo, Inti ou Aton no horizonte – tempo não falta.

Ethos understood, true ethics

Of the third condition

Régis Alain Barbier

Prior to being cultural, ethics is natural and individual, and this is why there is a just and truthful ethics; it wouldn´t exist in only one condition: were the human being radically accidental, appeared just randomly, extemporaneously, without immediate or general causes, deprived of empiric rooting, lacking Logos, launched by chance to inhabit erratic and diversely contingent worlds. This is not what happens; the same questioning is applied to discover what one does not know yet and what has been forgotten, we dance in vital and existential union with the cosmos where, together with all other creatures, we emerge and develop.

Chance is what escapes from reason´s claws; the positivists ‘accidentally’ is a hypothesis which refers to theological reflections, to the conscience´s ontology and to some initial circumstances which can´t be measured: one can´t doubt about the endless and ordained correlations which are expressed in the branches of the evolutionary tree. From the formation of nebulae, suns and planets, to the reigns where creatures, elements and forces live in perfect harmony, the regions of the universe and the creatures inhabiting them unfold themselves in complex and uninterrupted processes where nothing is strange or left outside; a oneness and endless correlation bestows maximum existential congruence to the state-of-being, and this is why the poet utters:

I´m a daughter of nature: I want to catch, feel, touch, be. And all this is already part of an entirety, of a mystery. I  am  just  one…  I am a  being (…) – Clarice Lispector.

Where are the separations and radical strangenesses? On the curves of evolution, there are no eyes which do not explicit themselves in visions;  on the existential horizons where we live, there´s no vision without observation or admiration, admiration without feelings and feelings without expressions, not just only from the eyes: nothing exists without bodies and nervous systems whose extremities react to the elements and stimuli since primordial times, establishing exchanges and mixtures; an undefined continuum never yields to always creative and fertile questionings of new frontiers and mysteries.

Existing on these cosmic circumstances, which are evolutionary in our scale, with this flowering, sensitive and rational intelligence typical of the human beings, fully human, it is possible to appreciate and operate existence in depth, in a gradual increase transforming causality in a freedom whose brightness and complex integrations are brought forth into realizations, arts, civilities and cultures tending to let themselves impregnate with  philosophical wisdoms and nuances.  In this vital, never divorced ‘union’, the accuracies and wisdoms of ecological correlations yield to broad boundaries of actions at the light of reason, whose principles drive a variety of cultural and historical directions.

In this process, before the state-and-act-of-being referred to an alive consciousness established in matter-energy, developing from biochemical reactions, the animals´ typical reflected answers, instincts and feelings, till the humans´ wistful and wise yearnings, two feelings are possible: satisfaction or dissatisfaction.  It is the harmonious acceptance of the state-of-being before the given-to-be, contemplated at the light of the natural and more sharp-witted intelligence principles (approval and wisdom coupled as two coursers pulling a carriage), capable of guaranteeing the best way to  the most lucid and truthful ethics to exist on the contexts.

Therefore, the quality of uses and costumes, sedimented as a result of the natural conditions forged in the guidelines of the universal Logos ruling the context, the body, the visions and ideas, formed in historical routines, consecrated and modulated with variable intelligence, wisdom and flexibility, equally depend on a third fundamental condition: a sensible and aesthetical choice, presenting itself ambivalent, equal, such as light and shadow, agree or disagree, ‘comme il te plaira de choisir’.

Engraved in the evolutionary work as a diamond carved from the gravel, existing in this process transmuting unfathomable scales in the universal Logos order at the light of reason and natural wisdom, always the same and always other as suitable to a great being: the atavistic fear of dying, ghosts and fantasies producer, is healed by the fear of living for ever; the archaic pang of existing on the bodies´ individualizing and isolating  exact and limited coordinates, is well balanced by the pang of feeling itself shapeless, revolving in the vacuum, flying without a space-time where to land. To feel thankful and satisfied, good-tempered, agreeing with the given-to-be, allows one to control the feeling how and when it is convenient, delighted, serene or supremely happy, feeling him/herself the necessary quietness and intelligence to the good use of the cardinal virtues; finding time, or pastime, to admire the horizon, enjoy the scenario, trying to stop the rain or cause the flowers to bloom; even yet, trustful, waiting more love every day.

To agree, with respect and harmony with the state-of-being, indicates a better way to existing and living at the present moment and on the given circumstances, because the natural forms extending from the most focused and peculiar to the most general and abstract are more clearly recognized. On these lucid reaches, what belongs to the wide visions sphere requires an Ethos, a conduct and corresponding honor, easily intuited by the wisest, and, when uttered, understood by everyone; we are an integrated state-of-being in which everything, the water and air composition, flora and fauna, radically inter-originate from and inter-depend on themselves; thus: one can live better, as it should be, in accordance with and agreeing upon with what one is. As to the minor things (what can one do when it does not rain or when it rains too much?) the group meets to talk, polishing the most judicious choices, imitating the nature that polishes itself, identically dialoguing on the great clan´s extensions.

On another direction and choice, dissatisfaction astonishes the good mood and brightness, when then the given-to-be is revealed as punishment, causing one to long for the other world that may exempt from existing this way, half ‘cogitans’ half ‘extans’ in an unavoidable aggregate. The unsatisfied fate, that denies the state-of-being and disdains nature projecting into its own limitations, will depend on the dominating and traditional mentors´ interpretations and suppositions. Deprived of philosophical discernment that does not exist without a judicious reason as lightless flowers do not exist, those who do not agree with the natural given-to-be without a reason greater than a haunted grief, will forcefully imagine histories saying that dyeing is praised as a royal path bounding for a supernatural and grandiose world. Abnegation, resignation, sacrifice, hope and faith will help to stand living; in this refusal, trying to equate meanings and ordainments, including the most extreme existential scales, the divine´s sent and elected, secluded representatives would be consulted, who, certainly, with the lack of evident and natural delimitations, shall utter a number of dogmatic opinions and view points, in accordance with their will, conjectures, baseless hopes, or based on traditions, legends, destiny or fortune tellers´ truthfulness.

In the first case, ethics will be kind and careful, because it is acquiescent with the given-to-be which naturally revives in the loving union and hugs of those complementing and loving themselves; equally, prudent, empiric, experimental, naturalist and universal, described and lived by pioneering and avant-gardist philosophers, explained, adjusted and understood in the good-sense measures, on the discourses´ partaking and considerations. Conducted by the theologians and hermeneutists´ hypotheses, ethics will be normative and reasonless, dogmatic, dictated in accordance with the exclusive revelations of prophets relative to each corner and place, perpetuated in gestures, uses and costumes in the foolish repetition of the same rituals, beliefs and cults. In the first case, during the validity term of a full agreement with the state-of-being, religiosity will be operating as a party, resulting from a thoughtful and joyful, subtle and beautiful state of being, according to the good dispositions and initial gracefulness; in the second case, the re-connection will imply a supplication, a petition, a weeping, perhaps, exemplarily, sacrifices, abstinences and anchoretisms.

To those showing satisfaction, the divine appears alive as a sublime and joyful sphere feeling and prolonging feelings and visions; nature, admired at the light of the most sensitive intelligence, appears as a divine phenomenon, a goddess, the most intense humors and aestheticisms encounter expressive ways in several arts and sublime inspirations as the muses. To those who agree with the given-to-be, the valiant Ethos where the vital ethics is born, the home land reveals itself plentiful of meaning and glory, bringing in its urban and country forms the marks of the good myth and of the most virtuous Logos, a place where with firmness and wisdom the most naturally human ethics is equated; the true home land happens where life inhabits and emerges at the light of a friendly and thankful theopolitics, praised in every phenomenon, from the roots flaring in the center of the earth, to the most subtle and solar symbols and visions, vaulting a building of awarenesses and glories, a panentheist house, certainly.

In a world dominated by dissatisfied beings willing to save themselves from existence, ascend into world divested spheres, living is just like one uses to live today, frightened by virtual illusions, hesitating on the shadows of the agonizing Roman empire. Listen to the news, read the newspapers for one or two hours; if they were intuitive, it´s enough to climb a hill adjacent to the town, and Babylonian architectures typical of the societies seated on clouds and quick sands will be disclosed.     .

Oblivious of being flesh and bones individuals and not ethereal spirits, they who do not know how to feel as much as they think due to the lack of use of the sensorium and excessive chastity, they imagine that the original meaning exists translated into words, referring to words, put into old books written by envoys evoking visions from other orbs! Others, deprived of sufficient vision thickness and sharpness, who only observe half of the real, confounding the logic reason´s abstractionism with reality, not being able to see the other lyric and formal abstractions, dancing with the things of aesthetics, equally despising Spinoza´s drawn Unitarian geometry, as if their zealous rules of calculation and narrow syllogisms would only be useful to measure things.

These, who aside the prideful, intend to impose the good living rules, don´t find the roots of the given-to-be which are seated on the phenomena´s most aesthetic and intense foundations: they remain on the existence´s superficial layers, without encountering the great meanings; or yet, fearful of deviating from the urban orbits from where their sustenance come from, deny Logos´ evident reality to cry out that it´s in men´s history, etiquettes and habits, that they aren´t brought up to date at the light of good sense, but yes in the predominance where the most exact source of an ethics without Ethos is seated, deprived of its origins and nature.

If you imagine that an ideal plane exists, apart from its intuitive and visionary reach, impossible to be reached being what you are, or that these visionary planes mean nothing of so fundamental, you will be deprived of your vision and poetic force, impaired, with no condition to jointly interact, renew and create the essential configurations of the truthful universal home land; you will be living supporting the normative structures drawn by those who foretell on these sluggish procedures, performing the perditions which are evoked in accordance with the sagittal truthfulness process where, on the cultural sphere and on the disrespected nature´s interfaces, one is allowed to live what´s taken into consideration from him/herself and from the world.

This is how mankind walks, be it moved under the command of root philosophers, nature´s sons, those who feel, touch and are either under the command of tradition theologists and their faithful heralds; but, one day, which might not be so distant, because of awakening due to terrifying and insane nightmares, the time of new pantheon shall shine waking up Apolo, Inti or Aton at the horizon – time is not missing.

A Ética Esférica de Espinoza ~ Spinoza´s Spherical Ethics

VanGogh_Cottage

With english translation below the text in Portuguese

Diogo Filipe Moura

No elaborado processo de dar forma ao pensamento, poucos foram os escritores que o conceberam sob a forma de uma ética. Espinoza, judeu excomungado, o ousou, e ousou sob a forma de uma ética demonstrada geometricamente, onde a qualidade se dava na alegria de estar em Deus, que aumenta a potência de vida (conatus) ao se entender e diminui ao não se entender esse processo (ignorância).

O que digo aqui é que tal ética está postulada sob a forma de um esfericismo, de um relativismo na relação do homem (natura naturata) com Deus, ou seja, a natureza (natura naturans, naturante). No absoluto clima de triunfo do pensamento racionalizante do anos de 1600, vivido com a matematização da Natureza por Galileu, as fantásticas descobertas astronômicas de Kepler, que viravam de ponta-cabeça o universo conhecido, e da álgebra geometria filosofans de Descartes, Espinosa retorna o filosofar antigo pré socrático sobre o arcano (arkhé) sob a forma de um monismo que não teme se assumir num absoluto relativismo e, mais ainda, não teme dizer uma ética, posto que num relativismo não se pode prescrever comportamentos ou procedimentos à vida dos seres de um ponto de vista normal- regulativo extraído de um pensar lógico-apofântico. Apoiada geometricamente sob a forma de argumentos que vão fornecendo, passo a passo, uma arquitetônica que dá forma à relação Natureza-Homem do ponto de vista da eternidade, aqui, num filosofar que não sei bem onde se perdeu de novo, Espinosa inverte a forma como o ocidente vinha pensando ética. Na sua Ética demonstrata, não apóia o proceder humano na alteridade, no outro como referência para o meu agir, nem num historicismo, como é próprio da política realista da época, ou, como quis Kant, num determinativo da Razão que já contém em si a substância de uma “lei moral” previamente experimentada, ou como Habermas, numa comunidade racional discursivista. Espinosa ousa – por isso foi excomungado e perseguido até pela fofoca do vulgo – deslocar os eixos normais em que se pensava a ética para o ponto de vista da eternidade do amor intellectus dei (amor intelectual a Deus, ou seja, à Natureza), que é o mesmo que o amor de Deus pelo homem, num movimento esférico da Natureza naturante para a Natureza naturada que pode ser representado pela figura do infinito: 8 – essa forma, mais conhecida pelo oito invertido, é outra representação visual do relativismo paradoxal contido nas propriedades da esfera.

O que geralmente as pessoas esperam da arte de pensar, no caso aqui uma ética, são fórmulas prontas e acabadas, prescrições para o agir, engenhos, resultados; pois bem: a filosofia da armadura de Espinosa, a Palas Atenas, nas palavras do incorrigível troçador Nietzsche, fornece a demonstração de que são possíveis os paradoxos esfericistas serem aproximados matematicamente. A conhecida proposição, aparecida na ética e em outras de suas obras, de que dependendo do ponto de vista (relativismo, perspectivismo) um triângulo é igual a dois ângulos retos de 90 graus é o exemplo aqui utilizado. Essa afirmação soa estranha à primeira vista, quase inteligível, mas o que ela propõe é um relativismo apoiado no próprio exercício da razão. Matematicamente um triângulo é mesmo igual a dois ângulos retos; pode-se calcular isso num papel, mas o que Benedictus propõe não é esse método de pensamento que vai avançando por etapas pra se chegar a essa conclusão, mas para entender, para se visualizar o paradoxal em sua filosofia esférica, é necessário outro tipo de relação com a Natureza, e esta é a intuitiva, que chamou de terceiro gênero de entendimento. Essa natureza intuitiva do entendimento não vê nem triângulo nem dois ângulos retos, vê a substância única, portanto é um entendimento imediato das relações entre seres naturados e a Natureza naturante, ou seja, de que é apenas aparente o binômio Deus-Homem, criador-criatura, ou ainda, no significado de sua ética da qualidade, da beleza e da alegria, o amor de Deus para com o homem idêntico ao amor do homem para com Deus. Tenho observado e conversado com Régis A. Barbier, a importância de uma práxis própria à proposta panteísta, afim de que se evite ficar atrelado aos conceitos da ultrapassada metafísica dualista; vejo a busca do domínio desse gênero intuitivo, arcano, como o ponto de partida.

Num seminário nos Estados Unidos, Einstein brincava com Bohr sobre o que Espinosa diria se visse os resultados experimentais a que chegou a física contemporânea. O formulador do relativismo físico sempre deixou muito clara a sua dívida para com o pensamento de Espinosa, para com seu holismo e perspectivismo avançadíssimos para a época. Academias leem Descartes, não Espinosa. Pois bem, essa física caminha para uma perspectiva do todo, que não é a mera soma das partes, mas um integralismo total. A ética de Espinosa, sendo essa proposta de integracionismo, pode ser lida de trás para frente, do meio para o fim, apenas umas partes, pois todas estão interconectadas de modo que não é, mesmo, recomendável apenas uma leitura retilínea, pois segue o movimento esférico, relativista, onde é possível traçar toda espécie de formas, mas não como realidades fundamentais, ontológica, sendo apenas perspectivas dos infinitos atributos de Deus acessíveis ao modo de ser Homem.

Os resultados a que chegou a velha ciência da physis levaram tanto os astrofísicos das grandes estrelas e quasars quanto os teóricos das micropartículas a ter necessidade imediata de uma teoria que uma o micro ao macrocosmo, a famosa teoria M, ou seja teoria do uno. O que rege o micro, deve governar o macrocosmo. Não consigo deixar de observar a grande semelhança entre o velho dito alquímico na tábua de esmeralda de Hermes Trismegistrus: “Assim como em cima, aqui embaixo”. Vendo as recentes teorias sobre os grandes corpos do universo, como buracos-negros, deparo-me alegremente com os paradoxos a que chegaram os físicos de hoje que, juntamente com a chamada matemática quântica, um ramo novíssimo desta ciência, postulam que a energia total do universo é simplesmente zero! Como assim, zero? Aqui o registro do clamor de Hawking em Breve história do tempo: “Voltem, filósofos, a meditar metafisicamente, pois não se vê mais saída para nossos paradoxos teóricos!!” O clamor de Hawking é gerado por paradoxos tais que físicos provaram matematicamente que para toda mínima carga de energia no universo deve existir uma contraparte que a negative contrabalanceando, de modo que, no universo total, toda a carga se equilibra e, simplesmente, zero! Aqui um exemplo do cuidado que se tem que ter com absurdas abstrações ao filosofar sobre uma superfície esférica, onde até mesmo a gravidade deixa de ser uma força para se transformar numa perspectiva, pois a curvatura do universo é um modo de percebê-lo apenas. O que acontece hoje, nos maiores centros de pesquisa física, é que estão percebendo que, ao avançar sobre regiões obscuras à mente, o observador se depara consigo mesmo e seu modus operandi no mundo, as bandas de um todo, os lados da moeda. A imprevisibilidade de Heisenberg diz bem isso. Antigos hermetistas também sabiam que seus trabalhos com cadinhos, vasos de vidro, aparatos de destilação, sais e enxofre eram, no fundo, processos mentais arcanos contemplados pela ciência da eternidade, a ciência da integração com o uno. O quadrado nos sonhos, o centro da mandala da miração ayahuasqueira, Uróboro a rodar, rodar esferizando, a dança criadora-destruidora de Shiva, o preto-no-branco alternados, mas unos, do yin-yang.

Parmênides meditando sobre esse Uno, indivisível e eterno, concebe a diké (justo) como necessidade do pensamento ante a esfera para uma ordem (kosmos), onde sua constituição, a da própria Natureza, se fundamenta num equilíbrio entre todos seus pontos, numa impossibilidade de movimento, corrupção ou criação, algo que se equilibra sem se anular; o nada aqui não se afigura como coisa nenhuma, pois as coisas existem. Deixo aberta a pergunta: esse valor zero dos físicos de hoje corresponderia a este tipo de pensar dos antigos jônicos? Então, vamos a este! Grande Espinosa! Ousou pensar ética fazendo jus ao horizonte cognoscitivo esférico, com seu magnífico olhar sub species aeternitatis . Talvez, o velho Einstein tenha até o fim da vida permanecido fiel ao determinismo que implica esta visão de esfera (relativística) porque confiava, ou melhor, como Parmênides e Espinosa, via o paradoxo e o admitia, retornando ao seio do pensamento metafísico da Naturans, afinal “Deus não joga dados”.

Spinoza´s Spherical Ethics                                                                                                  

Translation by Roberto Lamenha

On the elaborated process of giving shape to the thinking, few were the writers who conceived it under the form of an ethics. Spinoza, excommunicated Jew, dared, and dared under the form of a geometrically demonstrated ethics, where quality was given in the happiness of being in God, what increases life´s power (conatus) when understanding and decreases it when not understanding this process (ignorance).

What I assert here that such ethics is postulated under the form of a sphericism, of a relativism in the relationship of the man (natura naturata) with God, that is, nature (natura naturans, naturante). In the absolute climate of triumph of the rationalizing thinking of the years 1600 a.D., lived with the mathematization of Nature by Galileo, Kepler´s fantastic astronomic discoveries, that used to turn the universe upside down, and Decartes´ ‘phylosofans’ geometric algebra, Spinoza reassumes the ancient pre socratic way of philosophizing on the ‘arcanum’ (arkhé) under the form of a monism that does not fear to assume itself in an absolute relativism and, furthermore, does not fear confirming an ethics given that in a relativism one can’t prescribe behaviors or procedures to the beings´ life from a normal-regulatory view point pulled out from a logic-apophantic thinking. Geometrically supported under the form of arguments that, step by step, supply an architetonics which gives shape to the Nature-Man relationship from the eternity´s point of view, here, in a philosophizing I don´t know well where it go lost again, Spinoza inverts the form how the west was thinking about ethics.  On his demonstrated ethics, he does not support the human procedure, (na alteridade), on the other as reference to my acting, nor in a historicism, as is proper of the realistic policy of that time, or, as Kant wanted, in a determinative of Reason that already contains in itself the substance of a previously experienced “moral law”, or according to Habermas, in a discoursivist rational community. Spinoza dares – and this is why he was excommunicated and pursued, even by the mob´s gossiping – displace the normal axes on which one used to think  of ethics  to the view point of the ‘intellectus dei’ love eternity (intectual love to God, that is, to Nature), what is the same as God´s love to  man, in a spherical movement  from the ‘naturating’ Nature to the ‘naturated’ Nature which can be represented by the inverted eight: 8 – this form, well known by the inverted eight, is another visual representation of the paradoxical relativism contained in the sphere properties, (in the other as reference to  my acting, nor in a historicism, as is proper of the realistic policy of that time, or, as Kant wanted, in a determinative of Reason that already contains in itself the substance of a previously experienced ‘moral law’, or according to Habermas, in a discoursive rational community. Spinoza dares – this is why he was excommunicated and pursued even by the mob´s gossiping – to displace the normal axes on which one used to think of ethics towards the view point of the intellectus dei´s love eternity (intellectual love to God, i.e., Nature), which is identical to God´s love to the man, in a spherical movement of the ‘naturante’ (naturating) Nature to the ‘Naturata’ (naturated) Nature, which can be represented by the infinite figure: 8 – this form, well known by the inverted eight, is another visual representation of the paradoxical relativism contained in the sphere´s properties.

What the people generally expect from the art of thinking, in this case an ethics, are ready and finished formulas, prescriptions to act, engines, results; well then: Spinoza´s armour philosophy, the ‘Palas Atenas’, on Nietzsche´s (the incorrigible mocker) words, provides the demonstration that mathematically approximating the sphericist paradoxes is possible. The well known proposition, seen in the ethics and in some of his works, that depending on the view point (relativism, perspectivism) a triangle is equal to two 90’ right angles is the example used here. At first sight, this assertion sounds odd,  nearly intelligible, but what is proposed here is a relativism supported on the reason exercise itself.  Mathematically a triangle is for sure equal to two right angles; what can be calculated on a sheet of paper, but what is proposed by Benedictus is not this method of thinking that advances step by step to reach this conclusion, but to understand, to one  visualize the paradoxical in its spheric philosophy, another type of relationship with Nature is necessary, and this the intuitive he called the third gender of understanding.

This intuitive nature of understanding does not see neither a triangle nor two right angles, it sees the single substance, therefore it is na immediate understanding of the relationships among naturated beings and the naturating Nature, i.e., that the God-Man (creator-creature) binomial is only apparent, even yet, on the meaning of his quality ethics, that of beauty and happiness, God´s love to man is identical to man´s love to God. I have observed and talked to Régis A. Barbier, about the importance of a práxis  appropriate to the pantheist proposal, in order to avoid becoming attached to the concepts of the surpassed dualist metaphysics; I can see the search of domain of this intuitive gender, ‘arcanum’ as the starting point.

During a seminar in the United States, Albert Einstein frolicked with Bohr about what Spinoza would say if he could see the experimental results reached by the contemporaneous physics. The formulator of the physic relativism always mentioned  very clearly his debt with Spinoza´s way of thinking, to his holism and perspectivism extremely advanced to that time. Academies read Descartes, not Spinoza. Well then, this physics walks towards a perspective of the oneness, what is not the mere sum of the parts, but a total integrality.  Spinoza´s ethics, being it an integracionism proposal, can be read backwards, from the middle to the end, only some parts, for all of them are interconnected in a way that, notwithstanding, it isn´t recommended to only one rectilineal reading for it follows the spherical, relativist movement, where it´s possible to draw every kind of forms, but not as fundamental, ontological realities, being only perspectives of God´s infinite attributes, accessible to the way of being Man.

The results reached by the old “physis” science caused both the big stars’ and quasars´ astrophysicians and micro-particles theoreticians to have the immediate need of a theory uniting the micro to the macro-cosmos, the famous M theory, i.e., the oneness theory.     What rules the micro, must rule the macro-cosmos. I can´t quit observing the great similarity between the old alchemical saying on Hermes Trismegistrus´ emerald table: “Such as on, here below”.  Seeing the recent theories in the great bodies of the universe, such as black holes, I joyfully come across the paradoxes today´s physicians reached that, jointly with the so called quantum mathematics, a very new branch of this science, postulate that the universe´s total energy is simply zero! How that, zero? Here the register of Hawking´s clamor on the ‘Brief history of time’ (Favor verificar titulo exato nas primeiras páginas deste livro): “Return, philosophers, to metaphysically meditate, for there´s no way out to our theoretical paradoxes!!” Hawking´s great outcry is produced by such paradoxes that physicians mathematically proved that to every minimum load of energy in the universe there must be a counterpart to negatively counterbalance it, so that, in the total universe, every load is balanced and is, simply, zero! Here an example of the care one must have with absurd abstractions when philosophizing on a spherical surface, where even gravity abstains itself from being the force to become a perspective, for the universe curvature is only a way to be aware of.  What happens today, in the largest centers of physics research, is that they are apprehending that, when advancing over regions obscure to the mind, the observer comes across himself/herself and his/her ‘modus operandi’ in the world, the halves of a whole, the sides of the coin. Heisenberg´s unforeseeable instinct clearly asserts this.  Ancients who were fond of hermeticism also knew that their works with melting pots, glass vases, distilling devices, salts and sulfur were, intrinsically, ‘arcanum’ mental processes contemplated by the eternity science, the oneness integration science.  The square in the dreams, the center of the ‘ayahuasqueira’ observation mandala, ‘Urórobo’ rolling, rolling in circles, Shiva´s creative and destroying dance, the black and white in turns, but united, of the yin-yang.

‘Parmenides’ meditating about this indivisible and eternal Oneness, conceives ‘diké’ (just) as a need of the thinking before the sphere to an order (kosmos), where its constitution, Nature itself, is based upon a balance among all its points, in a movement impossibility, corruption or creation, something that balances itself without becoming nullified; the ‘nothing’ here does not look alike as ‘anything’, for things exist. I leave the question open: would this zero value of today´s physicians correspond to this type of thinking of the ancient Ionics? Then, let´s mention this! Great Spinoza! Who dared to think of ethics being entitled to the cognoscitive? spherical horizon, with his sub species ‘aeternitatis’ magnificent look. Maybe, the old Einstein has, up to the end of his life, remained faithful to the determinism implying this sphere (relativistic) view, because he trusted,  or preferably, as ‘Parmenides’ and Spinoza, used to see the paradox and admit it, returning to the center of the ‘Naturans’ metaphysical thought, at last “God does not cast the dice”.

Grupo de Estudos Espinosa

Espinosa

Local: CFCH (centro de filosofia e ciências humanas) – UFPE

15º andar

A proposta inicial é realizar uma leitura crítica da principal obra de Espinosa, a Ética acompanhando o autor nas suas demonstrações geométricas. O estudo acontece todas as terças feiras na parte da manhã, das 9:00 às 12:00 h. A leitura é planejada para acontecer ao longo do ano 2013. Para maiores informações entre em contato com secretaria@iup.org.br

Promoção e animação: Thiago Aquino

 

SPINOZA STUDY GROUP

Venue: CFCH (centre of philosophy and human sciences) – UFPE (Federal University of Pernambuco)

15th floor

The initial proposal is to carry out a critical reading of Spinoza’s main work, the Ethics, following the author in his geometrical demonstrations. The study group takes places every Tuesday morning, from 9am to 12pm. It is planned that these readings will take place throughout the year 2013.  For more information, please get in touch with secretaria@iup.org.br

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