ANTROPOLOGIA – CIÊNCIA E ARTE EXISTENCIAL
2010 – 142 pag.

a antropologia não pode ser neutra: o antropólogo está inscrito em ma cultura, marcado por impressões batismais. Um diálogo com o antropólogo Sul Africano Adam Kuper oferecendo uma crítica: Kuper desconstrói as teorias antropológicas a simples jogos de interesses, sem ver, ou desconsiderando, o valor civilizatório e político dos mitos.

Para Barbier, a antropologia não pode ser neutra, uma vez que o antropólogo está inscrito em uma cultura, marcado por impressões batismais. Para ser digno, o estudo antropológico deve reportar ao que é universal, coligado ao que é inerente e específico do Homo sapiente, sapiente: existir rompendo idealismos e racionalismos em busca da virtude individual e coletiva. Régis Alain Barbier estabelece um diálogo com o antropólogo Sul Africano Adam Kuper oferecendo uma crítica, e uma nova construção ao livro “A reinvenção da sociedade primitiva, transformações de um mito”, onde Kuper desconstrói as teorias antropológicas, reduzindo buscas a simples jogos de interesses, sem enxergar, ou desconsiderando, o valor civilizatório e político dos mitos. A ‘academia’, assentada numa neutralidade exorbitando em amoralidade, logo conservadora, parece incapaz de reconhecer e criticar as suas próprias formas: tanto quanto existe uma filosofia melhor, uma civilização mais virtuosa e benigna demonstra seus traços esbouçados em diversas sociedade e culturas.